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“Defacto... a beleza da diversidade

A revista Defacto da Escola Secundária Alberto Sampaio comentada no jornal Nova Verdade de Alenquer, a Vila Presépio. Num espaço da responsabilidade do Agrupamento de Escolas Damião de Goes.


O texto:
“Defacto... a beleza da diversidade

Como vem sendo hábito, voltou a chegar-me às mãos mais um número da revista anual Defacto nascida na escola secundária Alberto Sampaio, em Braga.
De facto, é com curiosidade e prazer que leio e saboreio uma escola que conheço de nome e da sua revista anual onde professores, alunos, ex de uns e outros, gente convidada do mundo da cultura, ciência e artes dizem de forma caleidoscópica a escola, a cidade, o seu povo.
Desta vez há uma razão a mais: a Defacto celebra 25 anos; são 100 páginas “a ler com prazer” como aparece na capa, dando um triplo salto recordando o passado, com os pés no presente e olhando para o futuro.
Como já é costume é uma revista monocromática em oposição à diversidade de temas e formas abordados e com um grafismo fantástico capaz de casar a displicência juvenil com a ‘ortodoxia’ docente. Desta vez acastanhou-se com um certo pantone, um outono de colheitas, mas também de sementeiras.
Cheira a muita carolice e põe de parte as coisinhas da escola abrindo-se a um público mais universal e a nichos culturais de uma cidade rica de pergaminhos.
Expõem-se memórias e percorrendo 25 anos quer-se passar “do quotidiano ao extraordinário” sem esquecer a “certidão de nascimento”, degustam-se “fragmentos” de outros números... e o 25 deu direito a olhar para o artigo 25 dos Direitos Humanos, o mesmo da Constituição e o 25 de setembro como Dia Mundial do Sonho, e transcrevo parte de uma frase ali citada de Augusto Cury dizendo que “sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não se tornam reais”. É desses sonhos perseguidos que um membro da Associação de Estudantes diz com direito a título que “Isto prepara-nos melhor para a vida”. Depois intui-se a polifonia do grupo coral, o esforço da Ginástica no seu Sarau e interroga-se a instituição “Escola, Escola, quem és tu?” parafraseando uma obra publicada pela Básica Editora.
Um mergulho na ciência e a capacidade de aproveitar a mais-valia da vizinha universidade do Minho e “como mudou e como poderá mudar as nossas vidas” até lançar os horizontes para o futuro e olhar “a Física em 2042”.
Como acontece entre nós, quantos poderão dizer o que é “voltar à escola com a minha filha pela mão” ou dar um “testemunho sobre a minha mãe”!
A continuidade faz sentido se nos catapulta para o futuro interrogando-nos “porque precisamos de imaginar futuros cenários e horizontes?”.
Cada página é uma surpresa gráfica, fotografias que exigem paragem, trabalhos que transpiram esforço e talento, poesia muita de alunos-professores-auxiliares de ação educativa.
Ah! Há entrevistas extramuros com o artista plástico Avelino Sá que pinta o “som do orvalho” e com Adolfo Luxúria Canibal um dos fundadores de uma banda de culto – Mão Morta – que olhando de relance sobre a arte atira ao alvo e afirma que “a arte vanguardista deixou de ser importante, porque não tinha nada a ver com as necessidades das massas”.
Mais umas páginas e saltam melodias de Bob Dylan, José Afonso e Leonard Cohen e cabem livros e livrónicos que tantas vezes criam erupções como a alergia aos ácaros!
É uma escola entre várias numa cidade e nós somos uma escola em todo o Alenquer; publica-se um número solitário em cada ano letivo e nós gizamos uma página quinzenal no jornal Nova Verdade...
Saboreei a Defacto e de facto deleitei-me com o seu conteúdo, de facto é um projeto diferente do nosso – sem ser melhor ou pior! – , de facto a beleza partilhada torna-se património comum.
A noite passada, olhando o céu estrelado procurando a chuva de estrelas, deixei o olhar bailar tentando adivinhar onde apareceria um novo risco branco... Olha ali! Agora para acolá!
Quantos riscos brancos se escrevem, pintam, cantam nas nossas escolas!
De facto, a beleza da diversidade não pode ficar silenciada.
M. Barros”

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